Eram cientistas que vinham de longe. Tinham conhecimento de astronomia, filosofia e até de profecias. Não eram ignorantes manipulados por uma massa de religiosos fanáticos. Eram homens da ciência em busca de uma verdade transformadora.

Não é interessante pensar que homens sábios e estudiosos queriam saber onde estava o menino Jesus e fizeram todos os esforços ao seu alcance para encontrá-lo? A verdadeira ciência nunca fugiu da Verdade.

Mas na sua limitação, acabaram batendo na porta errada. Sua lógica estava certa: se há de nascer um rei, ele deverá estar num palácio. Você não imagina procurar a realeza longe do establishment e perto do estábulo.

Chegaram atrasados, diriam alguns. O menino já tinha nascido. Mas quando viram a estrela estavam no Oriente e tinham um longo caminho a percorrer. Moravam longe, transportes precários, estradas difíceis. Não chegam na noite de Natal. Chegam quando a família já está numa casa. Pela idade de corte que Herodes estabelece para matar os meninos, deduz-se que eles chegarem dois anos depois no nascimento de Jesus.

Mas Ele ainda era um menino. Talvez balbuciando suas primeiras palavras e dando seus primeiros passinhos. Entram na casa e, sem duvidar, os homens da ciência se curvam diante do Messias prometido. Abrem seus tesouros. Entregam seus presentes finos e plenos de significado. Ouro, presente dos reis. Incenso, ícone dos sacerdotes. Mirra, a resina medicinal, apontando para a humanidade real do homenageado. Cientistas também podem ser profetas. Por meio de suas prendas estão afirmando que o menino é exatamente que as profecias diziam que Ele é.

Os sábios se prostram e adoram. Deixaram claro que tinham vindo para isso. Enquanto alguns vêm de tão longe como resposta a uma fé improvável, Herodes, que está tão perto, escolhe o caminho do ódio, rejeição e intolerância. Sente-se ameaçado pela eventual chegada de um rei concorrente.

O menino é de fato o Rei dos judeus. Porém, quando os céus anunciam sua chegada, a apresentação é outra: “Hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador que é Cristo o Senhor”.  A José o anjo havia orientado: “Você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”.

Herodes não tinha motivos de estar perturbado. O menino não queria ser seu concorrente, mas seu Salvador. Os magos, sábios cientistas astrônomos, perceberam isso e decidiram adorá-lo.

Até hoje as pessoas se dividem entre essas duas posturas diante de Jesus. Para você, quem Ele é? Uma ameaça perturbadora ou o Salvador pessoal?

Marcos Senghi Soares

 

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