BLOG DO ALVO

DIA DA VERDADE

“O testemunho mentiroso não é convincente, mas quem fala a verdade é respeitado.” – (Provérbios 21:28)

Dia da mentira não é coisa nova. É tão velha quanto seu pai. Tão suja quanto ele. Mentira branca, azul, amarela. Mentira comercial, para se dar bem, para as coisas não ficarem piores. É tudo do mesmo saco. Vem todas do mesmo buraco. Mentir para os filhos, para o marido, para a professora, para o namorado, para os pais. É tudo a mesma estratégia, que começou a ser usada pela velha serpente.

É que mentira tem pernas curtas, só que são bem torneadas, não têm varizes nem celulite. Por isso chama a atenção e muito marmanjo corre atrás dela babando.

É que mentira não é só o ato de mentir. Pode ser um ato de pensar. Pode ser um ato de formar opinião. Só diz mentira quem pensa mentira. E quem pensa mentira, vive mentira. E quando a gente começa a viver uma mentira, acaba acreditando que ela é verdade.  Por isso que o dia da mentira dá mais IBOPE do que um dia da verdade.

Desde os tempos de Isaías, o profeta,  “a verdade anda tropeçando pelas praças, e a retidão não pode entrar. Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa” (Is 59:14,15). Não é politicamente correto viver, defender e sequer pensar a verdade. É exposição demasiada. Imagine, de quem vamos ser amigos se falarmos em verdade? Que dirá se falarmos em verdade absoluta, num mundo onde tudo é relativo!

A verdade sumiu. Sumiu da pauta da televisão, dos noticiários, dos editoriais, das conversas entre amigos, dos livros dos professores, das sentenças dos juízes, das gravações dos procuradores da República, do discurso dos presidentes, da ONU, dos partidos políticos. Sumiu. Sumiu como chapéu velho. Sumiu até de alguns púlpitos, revistas, sites, publicações e programas evangélicos.

E aí eu me lembro das palavras revolucionárias de Alguém que teve a coragem e a ousadia de falar a verdade. Mais do que isso: ele se declarou a própria personificação da verdade. Ele disse que a única forma de liberdade possível para qualquer sociedade, em qualquer época era a verdade. “Quando vocês conhecerem a verdade, a verdade os tornará livres”. E depois, a um grupo restrito de discípulos, ele assume: “EU SOU A VERDADE” (João 14:6).

Que verdade? TODA A VERDADE. Toda a verdade espiritual, moral, cósmica, emocional, existencial. Verdade que quebra grilhões. Verdade que liberta. Verdade que permite que não sejamos mais enganados, nem feitos inocentes úteis nas mãos do pai da mentira.

Eu repudio o Dia da Mentira. Já chega. Eu quero cantar a liberdade. Quero declarar minha esperança inabalável num Reino que vai chegar, capitaneado pelo Cavaleiro que se chama Fiel e Verdadeiro, que julga e peleja com justiça.

O Dia da Mentira é pura ilusão. O Dia da Verdade vai chegar.

Para ficar.