Cheguei a uma conclusão que pode causar estranheza a muita gente, especialmente aos que têm culpa no cartório: a falta de eficiência da liderança mata a igreja mais do que heresia.

Conheço igrejas de várias matizes teológicas, administrativas, litúrgicas e denominacionais. Reconheço a importância dos devidos cuidados que precisam ser tomados quanto ao falso ensino. Vejo muita gente fazendo esse alerta, com toda razão. Raramente (embora possa acontecer) uma igreja fecha as portas por falsa doutrina. Mas todo dia morre alguma por falta de visão.

É por isso que considero a falta de propósito, causa-raiz da ineficiência, um tanto mais grave do que a heresia, nos dias em que vivemos. Porque a heresia pelo menos alguém percebe e grita. A ineficiência mata por asfixia. É uma morte lenta e silenciosa.

A heresia causa espanto, mesmo que numa minoria. A falta de projetos claros não é sentida por ninguém, principalmente numa igreja cheia de ativismos e eventos. Quando a gente acorda, já está agonizando.

Pouca coisa me incomoda mais do que perceber que a esmagadora maioria dos pastores e líderes que conheço não estão incomodados com isso. Pelo contrário, se incomodam só de falar no assunto.

(Alguns já preparam uma resposta enquanto estão lendo estas palavras. Já tem respostas prontas. Aliás, uma característica da má gestão é o estilo ping-pong de conversar. Sabe aquele líder que tem uma explicação e uma resposta pronta para cada colocação feita na reunião? Essa postura é o sintoma mais agudo da falta de rumo. Por uma questão lógica, se alguém tem mesmo todas as respostas, é sinal de que está tudo indo bem. Então, por que as coisas não funcionam?)

A membresia média de uma igreja hoje em dia sabe avaliar a falta de produtividade. Há muita gente sentada nos nossos bancos com uma bagagem incrível de preparo profissional, que cuida de orçamentos milionários, que administra centenas de pessoas todos os dias, que recebeu treinamento para desenvolver foco e disciplina. Essa geração simplesmente não consegue suportar uma liderança que não sabe para onde vai.

Disputamos o tempo e atenção das pessoas. Você pode gostar disso ou não, pode achar que isso é falta de comprometimento ou o que for. Mas é um fato. As pessoas que dispõem de todo o seu tempo para investir nos projetos de uma igreja local são ínfima minoria. Pastores, staff pago nas igrejas de maior porte, missionários. Não chegam a 5% do número de cristãos, numa estimativa otimista. Os outros 95% trabalham em empresas e organizações que exigem cada vez mais sua disponibilidade e energia.

Ninguém mais tem tempo, por exemplo,  para participar de reuniões que poderiam ter sido um e-mail. Não se promove engajamento com frases de efeito (ou defeito) de cima do púlpito. O tempo de todos é precioso. Pastores e líderes que não compreendem isso, correm o risco de ficar sozinhos.

Eu sei. Pastores não são CEOs. Nem devem ser. Não foram chamados nem preparados para isso. Não é o que se espera deles. Mas podem ter a sensibilidade e a humildade de aprimorar suas habilidades de gestão e planejamento. Pelo menos podem contar com a expertise daqueles em suas comunidades que possam ajudá-los a usar melhor seu tempo, a definir com maior clareza sua visão para a igreja e a comunicar-se de forma eficiente.

Ok. Nem todos acham isso importante ou necessário. Tudo bem. Para quem pensa diferente, temos uma proposta. O Instituto Alvo desenvolveu dois cursos rápidos (já que o tempo urge), com o propósito de conversar com pastores e líderes sobre assuntos que “pegam” e para os quais nem sempre respondemos bem. Não prometemos uma solução mágica para todos os seus dilemas, mas podemos ajudá-lo a dar o primeiro passo para um ministério mais eficiente e dinâmico.

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