Maria. A mais famosa de todas as Marias. Sua história correu o mundo. Ela não tinha mídias sociais como Instagram, Facebook, Whatsapp, essas coisas que nos ajudam a criar e espalhar nossa imagem pessoal pelo mundo. Se tivesse, talvez seu perfil provavelmente não chamaria tanta atenção. Ela era apenas uma adolescente, talvez nos seus 14 ou 15 anos, de uma cidadezinha do interior.

Nasceu e cresceu em um tempo difícil. Viver na Palestina daqueles dias era uma aventura perigosa. Roma dominava com mão de ferro, sobrecarregando o povo com impostos e truculência. O Império dava certa liberdade para cada povo manter suas tradições, mas isso até piorava as coisas para os judeus, porque seus líderes religiosos dos judeus eram também exploradores da fé e da esperança das pessoas.

É nesse cenário que Maria encontra seu grande amor. Um homem digno, que a respeitava e que demonstrava estar disposto a lhe fazer feliz. Decidem se casar. São jovens e cheios de sonhos. Esperam os trâmites. Planejam tudo direitinho.

E então, o inusitado. Afinal, quem em sã consciência se candidata a ter a vida virada de cabeça para baixo e se ver, do dia para a noite, no meio do cenário mais famoso da história da Humanidade? Com toda certeza, “tornar-se a mãe do Salvador do mundo” não é algo que alguém responde quando a professora pergunta “o que você quer ser quando crescer?”

Não houve tempo para se preparar. Era um dia comum, como qualquer outro para uma adolescente da Galileia. Mas se torna o dia que vai mudar sua vida definitivamente. Não é qualquer dia que se recebe, sem aviso, a visita do anjo Gabriel em sua casa!

Ave Maria, cheia de graça!” Ela não entende. Quem entenderia?

A conversa continua, ainda mais incompreensível: “Você ficará grávida, terá um filho, porá nele o nome de Jesus. Ele é o filho do Altíssimo.” Uau! Como assim?

A resposta que a menina recebe é a declaração de um mistério que nem ela nem qualquer ser humano jamais seria capaz de compreender completamente: a concepção do Eterno Filho de Deus, a encarnação do Verbo, aconteceria naquele ventre. Ela tinha sido escolhida, por soberana decisão do Deus da Redenção, para ser o instrumento por meio do qual o Salvador Jesus ia nascer.

Quem acreditaria naquela história? Poderiam chamá-la de louca. Poderiam apedrejá-la por blasfêmia. Ela perderia o noivo, o casamento, a honra e talvez a vida. Mas não era uma versão. Era a História. Deus estava virando gente para pagar uma conta que Ele não fez. O Alvo e Centro da adoração celestial estava abrindo mão da Sua glória, de tal forma a se fazer caber num feto que agora se desenvolve no útero de Maria.

Ela não faz alarde. Não posta uma selfie para chamar a atenção das pessoas. Simplesmente anui ao propósito de Deus: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra”. Ela não era a protagonista. Ele não era o centro da história. O foco era o Filho, não a mãe.

O menino nos nasceu, um filho se nos deu.” Não é qualquer menino. É o Pai da Eternidade. É o Príncipe da Paz. É o Deus Todo-poderoso. É Jesus. Não um mito da religião, mas uma realidade histórica, filosófica, científica e eterna. O Caminho, a Verdade, a Vida. O único Mediador entre Deus e os homens.

Não, Ele não precisa “nascer nos nossos corações”, como se ouve tanto nesta época do ano. Nós é que precisamos nascer de novo, crendo nEle.

Porque “não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo que qual podemos ser salvos”.

O único Salvador é Jesus.

 

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