Sabe aquele seu amigo que é vizinho de uma pessoa muito famosa? Aquele que foi morar no condomínio de um apresentador de TV, de um político influente ou de um jogador de futebol? Muita coisa costuma mudar quando a nossa vizinhança recebe uma pessoa assim. A rotina se altera. Os cuidados e recomendações com a segurança ficam mais rígidos. Por vezes as fotos são proibidas. Tem gente importante no pedaço.

Pois é. Um dia, o próprio Deus decidiu morar no meio de nós. Para ser mais exato, no meio dos judeus que viveram há pouco mais de 2000 anos em Nazaré, cidade pequena da Galileia. Mas pouca gente percebeu. Embora seu nascimento tenha sido precedido de anunciações espetaculares, a maioria das pessoas não notou quando Ele chegou.

Esse foi o acontecimento mais notável da História até aquele momento. O Criador dos céus e da terra, aquele por meio de quem e para quem são todas as coisas, se esvaziou de Sua glória, vestiu a roupa da humanidade e veio viver aqui. Bebeu a nossa água, comeu a nossa comida. Sentiu cheiro de gente. Não só de gente chique e bem cuidada, mas de gente da rua, do povão. O Filho de Deus é alguém que sabe o que é o sofrimento das pessoas comuns. Ele se tornou uma delas.

Nasceu em um berço humilde, de família simples. Aliás, nem berço teve. Quando sua mãe o deu à luz, ele foi posto numa manjedoura, um cocho onde os animais comem, dentro de uma estrebaria. Oito dias depois, seu pai adotivo, o carpinteiro José, não consegue levar mais do que dois pombinhos na sua apresentação ao sacerdote. Ele não tinha dinheiro nem para um cordeiro. Ele veio de cima, mas nasceu de baixo.

Imagine como deve ter sido sua infância com os meninos da vizinhança. Seus amiguinhos brincando com ele, correndo pelas ruelas poeirentas de Nazaré, sem ter a menor ideia de que naquelas rodas de crianças estava o Deus Filho, a encarnação do Altíssimo. Quais teriam sido suas primeiras palavras quando aprendeu a falar, aquele que é a Palavra Eterna? Com quantos aninhos deu os primeiros passos, aquele que é o Sustentador do Universo? Quando foi que aprendeu a ver as horas, aquele que é o Senhor do tempo?

E então o menino-Deus cresceu e se tornou homem. Homem perfeito. Homem sem pecado. Homem como todo homem deveria ser. Homem que vem para cumprir a promessa de Deus e ser o Salvador do mundo. Mediador único entre Deus e os homens.

Ele entrega Sua vida. O Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo. Agora temos esperança. Agora podemos ser salvos. O Salvador nasceu, cresceu, morreu e ressuscitou. O menino anunciado pelos anjos na noite do Natal em Belém agora é o Rei da Glória recebido nos céus vitorioso e Senhor.

Não é uma questão de “feliz natal”. A questão é que agora todo aquele que nEle crê não perece, mas tem a vida eterna.

Deus decidiu vir morar conosco para nos dar a chance de morar com Ele para sempre.

 

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